Ozônio na indústria de alimentos e no agroindustrial: aplicações, benefícios e como implementar

Ozônio na indústria de alimentos e no agroindustrial: aplicações, benefícios e como implementar

A busca por ozônio na indústria de alimentos e por soluções de ozônio agroindustrial vem aumentando à medida que empresas procuram reduzir o consumo de produtos químicos, aumentar a segurança dos processos e melhorar o controle microbiológico da água, dos equipamentos e dos ambientes de produção.

A razão é simples: o ozônio (O₃) é um oxidante produzido no próprio local de utilização e pode ser aplicado tanto dissolvido em água quanto na forma gasosa. Na indústria de alimentos e no agronegócio, isso abre possibilidades que vão desde o tratamento da água de processo até lavagem de alimentos, sanitização CIP, câmaras frias e tratamento de efluentes.

Mas existe um ponto fundamental: ozonização não é simplesmente instalar um gerador de ozônio. Para obter resultado, é necessário projetar corretamente a geração, a concentração, transferência do gás para a água, tempo de contato, automação e segurança para o operador.

Por que o ozônio é interessante para a indústria de alimentos?

Na indústria alimentícia, sanitização e qualidade da água são fatores diretamente relacionados à estabilidade do processo.

Água contaminada, biofilme em tubulações, alta carga microbiológica e contaminação cruzada podem causar:

  • redução da vida útil dos produtos;
  • variação de qualidade entre lotes;
  • maior consumo de sanitizantes;
  • aumento da frequência de limpeza;
  • paradas de produção;
  • descarte de produto;
  • dificuldade de reutilização da água.

O ozônio pode atuar em diferentes pontos desse sistema porque apresenta elevada capacidade oxidante e reage rapidamente com diversos compostos orgânicos e microrganismos.

Além disso, o ozônio é normalmente gerado no próprio local de utilização, evitando a necessidade de transportar e armazenar grandes quantidades do próprio agente oxidante. Após reagir, o ozônio residual se decompõe rapidamente, principalmente em água com matéria orgânica.

Isso não significa que o ozônio substitua automaticamente todos os produtos químicos utilizados por uma indústria. É necessário avaliar onde ele gera uma vantagem econômica dentro do processo.

Onde o ozônio pode ser utilizado na indústria de alimentos?

Uma das principais vantagens do ozônio industrial para alimentos é justamente a possibilidade de utilizá-lo em diferentes etapas da planta.

1. Tratamento da água de processo

A qualidade da água influencia diretamente diversos processos alimentícios.

O ozônio pode ser utilizado no tratamento de água destinada a:

  • lavagem de matérias-primas;
  • processos produtivos;
  • tanques e reservatórios;
  • linhas de transporte;
  • lavagem de embalagens;
  • sistemas de recirculação;
  • determinadas aplicações de reuso.

O tratamento pode contribuir para reduzir carga microbiológica, matéria orgânica, odores e formação de biofilme.

Na Fysi, projetos industriais de ozonização são dimensionados de acordo com as especificações do cliente, como vazão, qualidade da água, concentração necessária e características específicas do processo.

2. Lavagem de frutas, legumes e verduras

Na cadeia de FLV, uma das aplicações mais interessantes é a utilização de água ozonizada durante a lavagem pós-colheita.

Em linhas que recirculam água, a matéria orgânica e a carga microbiológica podem aumentar progressivamente durante o turno. Isso cria condições para contaminação cruzada entre produtos.

A ozonização pode auxiliar na manutenção da qualidade microbiológica dessa água e no controle do processo.

A Fysi trabalha com aplicações de ozônio em hidroponia, lavagem pós-colheita e armazenamento refrigerado de frutas, legumes e verduras.

3. Sistema CIP com ozônio

Outro ponto importante para o uso de ozônio na indústria de alimentos é o sistema CIP (Clean in Place).

CIP é utilizado para limpeza e sanitização de tubulações, tanques, pasteurizadores, sistemas de envase e outros equipamentos sem a necessidade de desmontagem frequente das instalações.

A Fysi utiliza ozônio em projetos de CIP para indústrias de alimentos e bebidas, laticínios e frigoríficos. O objetivo é reduzir a dependência de sanitizantes convencionais e, dependendo do processo, diminuir consumo de água aquecida e energia térmica.

Entre as aplicações estão:

  • linhas de envase;
  • tubulações sanitárias;
  • tanques;
  • sistemas de processo;
  • pasteurizadores;
  • lavagem de garrafas e embalagens.

4. Câmaras frias e armazenamento pós-colheita

O ozônio também pode ser aplicado diretamente no ar.

Essa aplicação é particularmente interessante em câmaras frias de frutas, legumes e verduras, onde existem três desafios simultâneos:

  • fungos e outros microrganismos;
  • odores;
  • presença de etileno produzido por determinados produtos vegetais.

O etileno é um hormônio vegetal associado ao processo de amadurecimento. O ozônio pode oxidar esse composto, ajudando no controle do ambiente de armazenamento.

A linha Oxiativa CF da Fysi foi desenvolvida especificamente para aplicação controlada de ozônio em câmaras frias de FLV, incluindo monitoramento e controle da aplicação.

5. Controle de biofilme

Biofilme é um dos problemas mais persistentes em sistemas de água e instalações industriais.

Depois que comunidades de microrganismos se estabelecem sobre uma superfície e produzem sua matriz protetora, sua remoção pode se tornar significativamente mais difícil do que a simples desinfecção de microrganismos suspensos na água.

Por isso, controlar continuamente a qualidade microbiológica da água pode ser mais eficiente do que atuar somente depois da formação de grandes depósitos.

O ozônio vem sendo estudado tanto para controle microbiológico quanto para atuação sobre biofilmes na indústria de alimentos.

E onde entra o ozônio agroindustrial?

O conceito de ozônio agroindustrial é ainda mais amplo.

Ele começa antes da matéria-prima chegar à indústria.

A mesma tecnologia pode ser utilizada em etapas como:

  • tratamento de água na produção agrícola;
  • hidroponia;
  • lavagem pós-colheita;
  • centrais de beneficiamento;
  • armazenamento refrigerado;
  • processamento de alimentos;
  • produção animal;
  • tratamento de água de granjas;
  • tratamento de efluentes agroindustriais.

Na produção de aves e suínos, por exemplo, a qualidade microbiológica da água e a formação de biofilme nas linhas de bebida são problemas recorrentes. A Fysi possui soluções específicas de tratamento de água para granjas com ozônio, filtração e automação.

Ozônio no tratamento de efluentes da indústria alimentícia

Uma indústria de alimentos também produz água residuária.

Efluentes de frigoríficos, laticínios, bebidas, processamento vegetal e outras atividades podem apresentar:

  • elevada carga orgânica;
  • cor;
  • odor;
  • compostos de difícil degradação;
  • elevada demanda de tratamento.

Nesse caso, a ozonização deixa de ter principalmente uma função sanitizante e passa a atuar como processo de oxidação.

O ozônio pode ser utilizado como tratamento complementar ou etapa terciária para oxidar determinados compostos e melhorar características do efluente, inclusive em projetos que estudam possibilidades de reuso. A Fysi já inclui tratamento de efluentes entre suas principais aplicações industriais.

Qual a diferença entre usar ozônio no ar e na água?

Existem duas formas principais de aplicação.

Ozônio dissolvido em água

É utilizado principalmente em:

  • tratamento de água;
  • lavagem de alimentos;
  • CIP;
  • lavagem de equipamentos;
  • sistemas de recirculação;
  • processos industriais.

Nesse caso, não basta saber quantos gramas por hora o gerador produz, é preciso avaliar também a transferência de massa do ozônio para a água.

O projeto pode envolver:

  • venturi;
  • difusores;
  • bombas de mistura;
  • tanques de contato;
  • sensores;
  • controle por ORP ou ozônio dissolvido;
  • destruição do gás excedente.

Ozônio gasoso

É utilizado principalmente em ambientes controlados, como determinadas aplicações de armazenamento e câmaras frias.

Nesse caso, tornam-se fundamentais:

  • volume do ambiente;
  • circulação do ar;
  • concentração de ozônio;
  • tempo de exposição;
  • presença de pessoas;
  • características do produto armazenado;
  • sensores e sistemas de segurança.

Por ser um oxidante forte, mais ozônio não significa necessariamente melhor resultado. Excesso de concentração ou tempo de exposição pode ser inadequado para determinados produtos, materiais e processos.

Por que o dimensionamento é tão importante?

Dois clientes com a mesma vazão de água podem precisar de equipamentos completamente diferentes. Isso ocorre porque a demanda de ozônio depende de diversos fatores, entre eles:

  • matéria orgânica;
  • turbidez;
  • pH;
  • temperatura;
  • ferro e manganês;
  • carga microbiológica;
  • finalidade do tratamento;
  • tempo disponível para contato.

A própria meia-vida do ozônio muda conforme essas condições. Em água contendo grande quantidade de matéria orgânica ou compostos facilmente oxidáveis, o ozônio pode ser consumido muito rapidamente.

Portanto, especificar um sistema apenas por “litros por hora” ou “gramas de ozônio por hora” pode levar a um projeto subdimensionado ou a um investimento maior do que o necessário.

Quais são as principais vantagens do ozônio para alimentos e agroindústria?

Quando existe uma aplicação tecnicamente adequada, os principais benefícios potenciais são:

Redução do consumo de determinados produtos químicos

O ozônio pode substituir ou complementar sanitizantes em etapas específicas do processo, reduzindo armazenamento, transporte e dosagem de químicos.

Produção no próprio local

O gás é produzido conforme a necessidade da operação.

Alta capacidade de oxidação

Além de aplicações microbiológicas, o ozônio pode atuar sobre odores e diversos compostos oxidáveis.

Baixo residual do próprio oxidante

O ozônio é instável e se decompõe rapidamente após sua utilização. Isso é particularmente interessante em processos nos quais não se deseja manter um residual persistente do sanitizante.

Possibilidade de automação

Geradores, sensores, bombas, válvulas e sistemas de controle permitem transformar a ozonização em um processo automático e monitorável.

O ozônio substitui completamente cloro e outros sanitizantes?

Não necessariamente. Essa é uma das análises mais importantes ao estudar um projeto: cada tecnologia possui vantagens e limitações.

O cloro, por exemplo, apresenta a vantagem de manter residual por períodos relativamente longos em determinados sistemas. O ozônio, ao contrário, reage e se decompõe rapidamente.

Em alguns processos isso é uma vantagem. Em outros, pode ser necessário manter outro método de proteção residual.

O mesmo raciocínio vale para ácido peracético, processos térmicos, UV e outras tecnologias.

Por isso, a melhor solução nem sempre é substituir tudo por ozônio, mas identificar os pontos onde ele reduz custos, melhora o processo ou resolve um problema que a tecnologia atual não consegue controlar adequadamente.

Engenharia de aplicação é mais importante que o gerador de ozônio

Um gerador de ozônio é apenas um dos componentes do sistema.

Para obter um processo estável, normalmente é necessário considerar:

  1. qualidade da água ou características do ambiente;
  2. demanda de ozônio;
  3. concentração produzida pelo gerador;
  4. eficiência de transferência;
  5. tempo de contato;
  6. automação;
  7. medição;
  8. segurança;
  9. destruição do ozônio excedente, quando necessária.

É justamente por isso que aplicações industriais e agroindustriais devem ser tratadas como projetos de engenharia, e não apenas como compra de equipamento.

Soluções Fysi para indústria de alimentos e agroindústria

A Fysi desenvolve sistemas de tratamento de água e ar voltados para indústrias e agronegócio, trabalhando tanto com equipamentos quanto com projetos customizados.

Dentro da cadeia de alimentos e do setor agroindustrial, as principais aplicações incluem:

  • ozônio para água de processo;
  • sistemas industriais de ozonização;
  • CIP com ozônio e UV;
  • câmaras frias;
  • lavagem e pós-colheita de FLV;
  • tratamento de água para granjas;
  • tratamento de efluentes;
  • projetos de ozonização sob medida.

Além da aquisição dos equipamentos, a empresa também trabalha com modelos de aluguel em que a operação, o monitoramento e a manutenção do sistema fazem parte da solução.

Sua indústria pode utilizar ozônio?

Na maior parte dos projetos, as perguntas corretas são:

Qual problema queremos resolver? Em qual ponto do processo? Qual é a qualidade atual da água ou do ambiente? E qual resultado precisa ser atingido?

A partir dessas informações é possível determinar se o ozônio é tecnicamente adequado e dimensionar a geração, o sistema de injeção, tempo de contato, sensores e automação.

Se sua empresa está avaliando o uso de ozônio na indústria de alimentos ou procura uma solução de ozônio agroindustrial, a Fysi pode analisar o processo e desenvolver um sistema específico para a aplicação.

Fale com um especialista da Fysi e solicite uma avaliação técnica do seu processo.

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